É tarde da noite e novamente volto a te escrever, estou agora aqui, sentada em frente ao computador, tomando aquele café amargo, mas que gosto de tomar, nem sei por quê.
Queria te escrever algo bonito, mas nem sei por onde começar.Olho para o lado e vejo uma montanha de bolinhas de papéis amassados, ponho as mãos na cabeça, com um ar de cansada de tanto tentar criar algo bom.Resolvo e abro aquela caixa velha de sapatos para olhar nossas fotos de como foi boa nossa história, inevitável choro ao lembrar.Lembro da primeira vez que te vi, você me olhou de um jeito que jamais vou esquecer, foi único, mas foi bom.Então paro de olhar e pego meu casaco, aquele casaco que você gostava e eu odiava, mas decidi e coloquei. Então fui dar uma volta lá fora, fui para o porto, onde o sol se escondia e os pássaros conversavam no céu, pensei que apenas queria te dizer que foi bom, que faria tudo denovo e que faria tudo melhor, sim seria diferente dessa vez..
Ou não, talvez eu só não consiga aceitar que te perdi.
Ou não, talvez eu só não consiga aceitar que te perdi.
As noites passadas nem dormi, nem consigo pensando em como quero te falar certas coisas.
Já nem sei se respiro ou quem eu sou.
Percebo que eu bebia aquele café amargo porque você o bebia enquanto lia sentado naquele banco verde, lendo sempre algum livro..E eu não conseguia parar de te olhar, aliás esse era um dos meus vícios.E percebi que eu era a estranha dentro da minha casa e que hoje é tudo tão vazio, como um salão de festa onde só toca música triste e que me sinto como grãos de arroz jogados depois de um selado casamento, pois esta ali no momento bom e de risos, mas depois é deixado para trás e jogado ao chão.
Eu já não sei mais o que é dor, pois ela convive comigo todos os dias..
O que senti por ti foi amor de verdade.
O que senti por ti foi amor de verdade.
Ou não, talvez só foi culpa de ter errado e não aceitar que esse erro apenas foi meu.

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