terça-feira, 26 de julho de 2011

Ansiedade




Eu já não sinto mais sono.
Tica - tac o barulho do relógio e ainda escuto o pingar da água da torneira.
O tempo agora aqui não existe, pois o sono não vem.
Já é tarde, cindo da manhã e isso tá virando rotina.
Na televisão nada que preste, mas continua ligada.
Fico pensando ...
Pensando na vida em si.
No que tenho, no que posso arrumar; soluções, vazio e felicidade.
É uma confusão de emoções e idéias, mas o que realmente me domina é a ansiedade, já tirei quase todo o esmalte da unha, arrancando sabe, mania.
Um silêncio ...
Aqui em casa, todos dormindo.
Briguei com a minha mãe ontem.
Mas não pedi desculpa, também nem tenho porque pedir.
Hoje no café, quando nos olhamos, percebi que não falo a dois anos com meu irmão.
Então abaixei a cabeça e continuei a comer minha torrada.
Depois olho pra minha mãe e vejo aquele barulho de unhas batucando na mesa que estava fazendo.
Aquilo estava me deixando ansiosa, então sai da mesa e fui sentar no sofá da sala.
Fiquei ali vendo desenho e com meu gato no colo.

Mais tarde todos da minha família se reuniam aqui em casa, especificamente na sala, fantasiando que tudo era perfeito até usei aqueles sapatos que minha mãe me obrigou, uma forma de dizer que esta tudo bem. Eu odiava aqueles sapatos, pura blasfêmia.
Fui para meu quarto, pois eu estava delirando na sala onde todos falavam, mas eu não escutava nada, não fazia sentido algum pra mim.

Chegando a noite, todos foram embora e deixaram todas suas carcaças na mesa e palavras mal feitas grudadas na parede da sala.

Minha mãe gritou meu nome, mas mal ouvi, estava trancada no quarto escutando música alta e no computador então nem respondi. Aliás, fingi que nem ouvi.

Já era tarde, comecei ficar ansiosa, percebi porque era noite e o silêncio predominava, minha mão suava em cima do mouse e ficava olhando pra rua, admirando o céu. É essa noite foi diferente o céu estava estrelado.
Então comecei a escrever, um texto, das coisas que sentia num programa do ‘pc’
E gostei e hoje isso é meu vício, o que me conforta e me faz bem, muito mais do que aqueles remédios que eu tomava para dormir. Hoje ansiedade é apenas quando convém.

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